Antiguidades saqueadas no valor de US$ 24 milhões apreendidas do curador do Met, Shelby White

Shelby White caminhando sobre um mosaico

A coleção do filantropo norte-americano Shelby White está sob investigação.(Foto de MENAHEM KAHANA/AFP via Getty Images)

Quase duas dúzias de antiguidades, avaliadas em US$ 24 milhões, foram apreendidas na casa de Shelby White, em Manhattan, filantropo e curador do Metropolitan Museum of Art.

Os 23 artefatos foram apreendidos na casa de White no início deste ano e em junho de 2021 pelo Ministério Público de Manhattan, que acredita que podem ter sido saqueados. Algumas das peças foram repatriadas para a Turquia e Itália nos últimos três meses, segundo O Jornal de Arte.

Esta não é a primeira vez que surgem dúvidas em torno da proveniência da coleção de antiguidades de White. Em 1990, White e seu marido Leon Levy, um investidor falecido em 2003, contribuíram com cerca de 200 peças para uma exposição do Met. Dez anos depois, os arqueólogos Christopher Chippindale e David Gill publicaram um relatório que constatou que 93% dos objetos emprestados não tinham procedência verificável.

Em 2006, os US$ 200 milhões de White doação para a Universidade de Nova York, financiando o instituto de estudos antigos da escola, encontrou objeções de arqueólogos e professores. Um professor da NYU renunciou, citando as conexões de White com antiguidades saqueadas. Outras universidades, como a Universidade da Pensilvânia e o Bryn Mawr College, têm políticas que desencorajam o financiamento de White.

O Met também nomeou uma galeria de arte grega e romana em homenagem a White e Leon, que doaram cerca de US$ 20 milhões para a instituição.